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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Que venham mais seis, e mais treze anos!


*** 6 anos de O ESTOPIM***

Por Hellen Dirceu Genoíno Cristhyan

Tínhamos um sonho remoto, interpretado por muitos como um passo a mais do que a nossa perna chegaria, uma utopia... Há seis anos tínhamos um sonho remoto. Ousamos. A vontade de mudar o mundo, ou se isso for muita pretensão, a vontade de mudar a realidade a nossa volta, nos deu força, garra e coragem!

O termo escolhido por um grupo de estudantes da UFBA - há seis anos - para denominar nosso coletivo significa o grande estouro. O Estopim! é a chama inicial das grandes transformações que pretendemos ajudar a construir. Traçamos um paralelo também ao jornal ISKRA (Á CENTELHA) elaborado pelos revolucionários russos no exílio antes da grande revolução de 1917.

O Coletivo O Estopim completa hoje, e não é por acaso ser na data simbólica do 1º de maio, seis anos de muitas lutas. Já passaram por aqui tantas e tantos lutadoras/es pela veia do movimento estudantil que não da para parabenizar nominalmente a todas e todos

Entretanto, uma pessoa em especial, merece ser referenciada aqui. Frederico Perez,

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Outros andarilhos!



Derrepente distância
diferença regionais
derrepente ignorância
o estado das capitais

No nordeste a terra descansa em paz
longe da Fortaleza não está mal
João é uma Pessoa comum e feliz
no horizonte tem as luzes de Natal

Dona Terezina vira pro lado
e pergunta se seu São Luiz está bem
Olhando na mesma direção cristã
vendo o meninozinho de Belém

Eu procuro além dos Recifes
eu só quero uma visão melhor
Se não der de ver, de Aracajú
vou ver se a vista é boa em Maceió

A negligência vem mais de cima
Estado, Deus, país, tanto faz
a esperança é o que sustenta
e o improviso é um dito popular

A festa da raça e da tradição
da cidade baixa subo de elevador
Senhor do Bonfim, por favor olhe por mim
vai ver me entendo em São Salvador

segunda-feira, 17 de março de 2014

Orgassema

de semântica sêmea
se insinua o sêmen
na lacona lagoa lacunar
e da sádica sede se ressente
o sentido
no sentido cunar.

se sádica ou sábia
quem o saberá?
Se salubre salgado
o teu sabor a odre
é a onda do útero
é terra que remorde
a espera de esperma
nas ásperas paredes.

e o significado vem
da fricção rítmica e formal
entre as mucosas rubras
do pênis, da vulva, da boca
ou da anal.

(E. M. de Melo e Castro)

sexta-feira, 14 de março de 2014

Protestar na poesia, poetizar a revolução!

As mil e uma noites

Quero logo essa alforria
Pois o tempo me castiga com açoite

Tagarela, talco, tambor, tarefa
                - tarifa, tarrafa, xerife.

Não me venha com essa redoma,
              - masmorra!

Não sou sua refém.
Pegue seu alazão e morra!

Hellen Cristhyan



* As palavras alforria, açoite, tagarela, talco, tambor, tarefa, tarifa, tarrafa, xerife, redoma, masmorra, refém e alazão são de origem árabe.
* A foto acima é de um protesto realizado pelas ativistas do grupo feminista ucraniano Femem.

quinta-feira, 13 de março de 2014

ANDARILHA(ma)R

Andarilhar.
Andarilhar-te.
Andarilhar-me.
Senta. Chama. Ama.
Começa outra fase da an.da.ri.lhan.ça.
Então anda.
Desequilibra. Vai depressa. Tropeça.

Então chora.
Recebe um dengo – e gosta.
Depois levanta.

Já não cumpriu a sua dança?

Habaiana. Anda.

Verde, amarelo, rosa, vermelho, encanta.
E ama. 

segunda-feira, 10 de março de 2014

O descobrir andarilho

Andarilhar.
Andarilhar-te.
Andarilhar-me.
Conhece então o mundo.
E o mundo é grande.

Tem mais duas pessoas.
Muitas coisas desconhecidas.

Admite outras pessoas. Outros objetos
intrigantes e igualmente desconhecidos.

Até ali o que importa
é tão somente aquilo
que se assimila.

O tempo passa.

Mas o tempo passa?

quinta-feira, 6 de março de 2014

Para se deixar amar!

Amor, o amor não é uma coisa só.
Esse tal amor sequer é uma coisa...
O amor é tudo, inclusive o nada!
Nada na correnteza feito poesia,
voa leve feito a liberdade.