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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Não vá, ainda preciso respirar



 
Anestesia geral

- Foi teu corpo me dominando
O peito em fogo, ao amanhecer, já não mais batia.

Seguiram-se os dias...
Você só veio em forma de chuva,
Mas preciso é te tocar

    Me devolva o ar!

Beije-me ate que o coração pulse
E lute para não mais te deixar...

(Hellen Cristhyan)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O desperta da Andarilha


Andarilhar.

Andarilhar-te.

Andarilhar-me.

Você sabe que este é teu destino.

(AN-DA-RI-LHAR. SER ANDARILHA)

E por mais que queira fazê-lo, segui-lo,
se sente presa.
Está domada.
Não sabe por que, não sabe por quem.
Mas sente a água e o cordão que a prende.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Aos meus companheiros/as!

Esse texto simples, mas ao passo que escrevo me lembro mais e mais de como foi bom viver cada momento, então, por favor, desconsiderem a má formação dele, tem mais emoção para mim do que outra coisa.
.
Pensei diversas vezes o que iria escrever para desejar de ano novo para meus amigos e companheiros. Li algumas mensagens essa semana, e me perguntei por que todos querem tanto mandar 2013 para bem longe. O ano que se finda foi marcado de muitas lutas, labutas... Mas como não há paz sem guerra, agradeço o ano de 2013, que me proporcionou muita militância!

Meu primeiro agradecimento é sem duvida aos militantes da juventude na Bahia. Esses que acreditaram em mim, que me acolheram no momento de maior conflito político e pessoal que vivi. Que me apresentaram o que é ser petista e me fizeram acreditar nesse projeto chamado Militância Socialista! O Estopim estará sempre marcado em minha história, e quero contribuir diariamente na construção dele até os meus 30 anos (ainda faltam oito anos). Depois disso ainda quero contribuir, nem que seja na orientação – sem tutelar viu?

Quero agradecer a Militância Socialista de Santa Catarina que me recepcionou em seu estado. O nível dos debates ai é muito bom e pude aprender muita coisa sobre organização e formulação. Agradeço também aos pacientes ouvidos que me aturaram nos momentos de certezas absolutas, de duvida, de questionamento e de contradição.

A vitória de um projeto genuinamente petista em Santa Catarina, com a conquista que a MS teve obtendo a presidência do PT Estadual e da Capital focado na candidatura própria para o governo do estado e na reconstrução do partido; bem como a vitória política na Bahia, com a ousadia que tivemos de montar chapa própria para disputar o PED, rodar o estado sem um papel impresso, só com o discurso e prática da antiga esquerda, a vontade de incendiar corações e mentes daqueles que já estavam se esvaindo e a atração de filiação de tantos novos atores pela esquerda ao partido, me faz sonhar ainda mais, e sem dúvida mostra de onde e para onde o PT deve caminhar!

Quero agradecer também as inúmeras conversas com nossos dirigentes nacionais, Renato e Maristella, a ‘paciência’ de vocês é ‘quase’ revolucionaria (risos). Um agradecimento enorme a toda juventude da MS, que me atende sempre com o maior carinho e atenção.

Agradeço aos bons e frutíferos bate papo que tivemos agora no V Congresso, não da para colocar estado por estado aqui, mas se temos representantes tão bons nesses locais já quero conhecer a militância por todo o Brasil, aprender com vocês é sempre um prazer.

Queria trazer uma observação sobre o PED:

domingo, 29 de dezembro de 2013

Desejo


Ela diz:

A luz do fogo ilumina os corpos
Sem lenço e sem documento 
Me veja nos seus olhos 
Na minha cara lavada 
E como uma segunda pele 
(Eu gosto de opostos) 
Me preparo pra talvez te ver ... 
e te ter 

Dona desses traiçoeiros sonhos 
Tenho tempo de sobra 
Beijo sua boca 
Te falo bobagens... 
Eu quero mesmo é viver 
Pra (esperar) Devorar você!”

Ele retruca: 
A luz ilumina o fogo dos corpos 
Seus olhos, minha cara: 
uma segunda pele. 

Eu também gosto dos opostos. 
E de me preparar para te ter... 
e ver. 
Dona dos traiçoeiros tempos de sobra, 
Beijo em sonhos, sua boca 
Vivo bobagens, 
mas quero mesmo é devorar você! 
A esperar...

Ela repete: 
A esperar...

E ele sabe: Não fosse a distância, a espera logo terminaria.. Estaria entre os olhos: a pele, o fogo e os beijos dela... E quem fez isso tudo foi o Desejo. Este, traiçoeiro que só! Guarda a luz de se beijar, os tempos de esperar... e a vontade de devorar!


(Hellen Cristhyan)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

#TamoJunto: A construção das lutas e de um partido dirigente passa pelas mãos da juventude

É inegável que o Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras, nesses 10 anos de governo federal, deu passos imprescindíveis para o fortalecimento das juventudes do Brasil. A garantia de direitos específicos e uma forte elaboração de políticas públicas para a juventude como a promoção da autonomia e emancipação dxs jovens, a valorização da participação social e política, a criação dos conselhos da juventude, são traços do PT no governo. Dentro da instância partidária também tivemos um importante avanço, aprovado no 4º Congresso do PT e colocado em prática a partir deste PED, que é a cota de 20% da composição das chapas e da composição da executiva e do diretório para a juventude.

Entretanto, isso não pode se dá de forma passiva, nem pode ser negligenciada. A pauta da juventude, a consolidação dos espaços de tomada de decisão, o empoderamento desses jovens nas instâncias partidárias, precisa ser levada a cabo.

O PT da capital, berço da luta pelo Passe Livre, sequer tem organizada sua secretária da juventude. E isso não é de responsabilidade apenas da juventude do partido. Essa omissão e falta de clareza do projeto de construção das lutas é de total responsabilidade dos agentes partidários que levavam o partido em Floripa como uma moeda de troca. Precisamos reverter a ótica predominante e mudar de vez essa cultura do imobilismo.

É necessário entender que para a organização dxs trabalhadores e jovens, da cidade o do campo, é estratégico o fortalecimento da ferramenta partidária, com envergadura, trabalho coletivo, competência, capacidade de influenciar nos espaços de poder da cidade e que construa muitas lutas a partir das pautas reais da sociedade. Se isso não ocorre significa que não estamos enxergando o socialismo no horizonte.

As manifestações de junho deixam para o PT a tarefa de reoxigenar à militância,

PL 20 de Novembro! e o combate ao racismo!

Há dois meses, quando diversos insultos ao povo negro ganharam matérias em jornais e nas redes sociais, publiquei esse texto* no Instituto Geledés** e no Observatório da Imprensa***. O combate ao racismo precisa ser levado tão a cabo que poderíamos escrever um texto por dia sobre o tema e não seria suficiente para mudar a cultura de opressão dominante.

São mais de 500 anos de tentativa de nos diminuir, de nos calar. Mas como diz a música Milagres do Povo “o povo negro entendeu que o grande vencedor/ Se ergue além da dor”. Hoje é dia de celebrarmos nosso herói, Zumbi. Mas ainda há tantos Zumbi’s que os livros não contam... É preciso declarar nossa negritude, nossa cultura, os nomes de nosso povo. Superar essa sociedade capitalista, degradante e opressora.

É com a alegria da noticia de que acaba de ser protocolado o Projeto de Lei (PL) - 6787/13, pelo Deputado Federal do PT/SP Renato Simões, que institui o dia 20 de novembro como feriado nacional que convido a todas e todos a fazer a leitura do texto e refletir sobre o nosso cotidiano e de que maneira podemos somar forças para avança na construção de uma sociedade mais justa e igual. Há braços de luta!



O texto segue abaixo, bem como os links de onde ele foi publicado.
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*http://andarilhar-me.blogspot.com.br/2013/09/um-ponto-final-nessa-historia-de-racismo.html
**Geledés Instituto da Mulher Negra
http://www.geledes.org.br/racismo-preconceito/racismo-no-brasil/20822-um-ponto-final-nessa-historia-de-racismo-por-hellen-cristhyan
***Observatório da Imprensa
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed762_um_ponto_final_nessa_historia_de_racismo

Um ponto final nessa história de racismo?
      
         “Se até Morgan Freeman falou que não temos que falar nesse negócio de racismo,
           por que eu, universitário, vou falar disso? Isso irrita. Para vocês tudo é racismo.
           O que eu digo não é racismo, é só minha opinião.”
           (Tradicional discurso racista de universitários Brasil afora.)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sem memória, como chegar à verdade?

Pauta de diversas disputas internas – que vão desde a forma de organização, seu caráter, publicização ou não dos relatórios – e polêmicas nas redes sociais, que por um lado representam a pressão dos movimentos sociais que exigem respostas, e por outro apontam diversas ameaças de militares e seus co-réus, a Comissão Nacional da Verdade tem agora pouco mais de oito meses para chegar ao grande veredito.

Não será fácil. A começar pela Lei de Anistia Política instituída no Brasil em 79. Como diz Carlos Augusto Marighella, filho do Mariguella, a Lei pressupôs “uma anistia de araque, viciada pela ideia de que a gente deveria, de alguma maneira, perdoar os torturadores"¹. A Anistia brasileira, porém, apesar de carecer urgentemente de uma reinterpretação, quicar de sua anulação, não encontra no Estado disposição para fazê-la.

Dar nome aos bois também tem sido uma das grandes dificuldades da Comissão. O constante emprego de codinomes pelos carnífices do povo brasileiro, por vezes o rosto encoberto (da vítima ou do agressor), as roupas à paisana (sem identificação de patentes ou farda), dificultam a memória individual e coletiva das testemunhas. 

Outro grande empecilho para a memória e a verdade são as violações institucionais, como as prisões sem ordem judicial, ou qualquer tipo de registro, reiteradas vezes ocorridas, violando direitos como o reconhecimento à personalidade jurídica e o direito das famílias de saber a verdade. Além disso, o esvaecimento de diversos arquivos daquela época deixa um vácuo atormentador. Mesmo que já comprovada a constante troca de informações e documentos entre todas as instâncias policiais e do governo à época, não há quem preste contas dessa queima de arquivo.

Entretanto, a verdade não poderá mais ser calada. O cálice de vinho e de sangue já fora derrubado e determina que haja justiça. Os facínoras estão envelhecendo e não podemos mais esperar - ou então serão apresentados laudos médicos de suas incapacidades mentais, outros já estarão mortos, assim como não duvido que algum venha a perpetrar atentado contra a própria vida. Precisamos correr contra o tempo e deflagrar a criação de Comissões da Verdade em todas as entidades, instituições e organizações. É, por dever, que as universidades brasileiras abram seus arquivos: a constituição de Comissão da Verdade em suas instâncias é imprescindível para se fazer saber da luta de todos e todas os/as estudantes e de quão repressor foram os Conselhos Universitários e suas instâncias no período ditatorial.