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terça-feira, 21 de maio de 2013

Amanhecerá! De novo em nós! Amanhã, será?

O movimento estudantil, depois de alguns anos de refluxo, busca novas formas de atuação para alcançar aquelas velhas e valorosas bandeiras por educação pública de qualidade. Em formatos irreverentes como escrachos, beijaços, disquetes e várias tecnologias nas redes sociais, o movimento tenta se reorganizar e alcançar o maior número de estudantes, acompanhando as transformações sócio-culturais.

Entretanto, alguns agrupamentos que dizem ser de esquerda esquecem-se da ideologia - da luta diária, real - e vivem de gincanas ou místicas mal elaboradas, e sem conteúdo. 

Nós, socialistas, devemos cumprir o papel de elevar o discernimento e politização dos trabalhadores e trabalhadoras; pautar as bandeiras históricas e atuais de forma assídua e responsável; fazer a luta nas ruas e também disputar a intencionalidade, sem deixar que ela nos sugue para a burocracia. 

É bem sabido que todo fenômeno histórico é singular, e assim, irrepetível. A importância dos Novos Baianos, por exemplo, para a cultura e a música brasileira é irrevogável. No entanto, seu suingue irresistível, não foi o estopim para a derrocada dos anos de chumbo. A juventude vivia fora daquele sítio-hippie. Querer reviver esse movimento paralelo, e anarquista, sem o conteúdo que eles apresentavam - em pleno século XXI - é surreal e pode ser facilmente nomeado de esquerda festiva.

Coletivos que buscam defender os direitos estudantis devem fazê-lo independente de ser gestão desta ou daquela entidade. Porém, aqui na UFSC parece que só se é oposição para disputar a institucionalidade. 
Durante todo o ano nada fazem para a organização dos estudantes no âmbito da universidade, ou o fazem nos seus feudos específicos - como é tratado o centro acadêmico que dirigem. 

De fato, é preciso reacender a Tropicália existente em cada um de nós. Para isso, não é preciso reviver aquela época, mas incentivar a produção cultural engajada, a música de protesto, lutar diariamente contra opressão e por direitos e igualdade. 

Negar sua identidade verdadeira de coletivos políticos, falsificar a ideia de independência partidária e maquiar uma neutralidade para dizer-se capaz de representar a todos só contribui para a anarquia e desorganização da luta. 

É preciso ter lado, “é preciso ter força, é preciso ter gana sempre”... 
Afinal, a luta de classes não tira férias. 
+O Teatro Mágico +Tropicalia Oficial +O Estopim +UFSC